Investigadora responsável pelo Projecto FCT Conhecimento e Visão: Fotografia no Arquivo e no Museu Colonial Português (1850-1950). É desde 2009 Investigadora Auxiliar do Instituto de Ciências Sociais (ICS) da Universidade de Lisboa. Doutorada pela Universidade de Londres em 2000 (Department of Historical and Cultural Studies, Goldsmiths College), a sua tese deu origem ao livro Viagens e Exposições: D. Pedro V na Europa do Século XIX (Lisboa: Gótica, 2003) que obteve o "Prémio Victor de Sá de História Contemporânea" em 2004. Do trabalho de investigação realizado na fase de pós-doutoramento resultaram vários artigos e livros: Outros Orientalismos: a Índia entre Florença e Bombaim (1860-1900) (Lisboa: ICS, 2009). A versão inglesa deste livro saiu em 2012, na Índia, pela Orient BlackSwan. No mesmo ano foi publicada a versão italiana, pela Florence University Press. Também em 2012, publicou o livro Arte sem História: mulheres e cultura artística (séculos XVI-XX) (Lisboa: Athena). Neste momento trabalha sobretudo sobre a história cultural da Índia Colonial, portuguesa e britânica, da segunda metade do século XIX, sobre a produção de conhecimento, escrito e visual, em contextos coloniais e sobre questões de género: desde as relações entre género e colonialismo, até às relações das mulheres com a produção de conhecimento e a criatividade em vários contextos históricos. Link
Christopher Pinney é antropólogo e historiador de arte. Actualmente é Professor de Antropologia e Cultura Visual no University College, University of London. Entre 2007-09 foi Crowe Visiting Professor no Departamento de História da Arte da Universidade de Northwestern, EUA. Os seus interesses de investigação incidem sobre a arte e a cultura visual do Sul da Ásia, com um particular interesse pela história da fotografia e cromolitografia na Índia. Trabalhou, também, sobre trabalho industrial e sobre possessão dos Dalit pela Deusa. Entre os inúmeros livros e artigos que tem publicado destacam-se: Photography and Anthropology (London: Reaktion, 2011); The coming of photography in India (London: British Library, 2008); with Peterson, Nicolas, Photography's Other Histories (Objects/Histories) (Durham and London: Duke University Press, 2003), Camera Indica, The Social Life of Indian Photographs (London: Reaktion Books, 1997). Link Website
Elizabeth Edwards é Investigadora Principal e Directora do Centro de Investigação do Photographic History Research Centre na De Montfort University, Leicester, Reino Unido. Antropóloga histórica e visual, Elizabeth Edwards já desempenhou cargos académicos e curatoriais na Universidade de Oxford e na de Londres. Tem trabalhado sobre as relações complexas entre fotografia, antropologia e história, em diferentes contextos. Elizabeth Edwards tem desenvolvido, especialmente, métodos antropológicos para analisar uma vasta selecção de fotografias e desenhos em estudos fenomenológicos de antropologia e cultura material. O seu mais recente trabalho, sobre as relações entre a fotografia e a imaginação histórica nos finais do século XIX e inícios do século XX em Inglaterra, resultou no seu último livro, The Camera as Historian: Amateur Photographers and Historical Imagination 1885-1918, publicado pela Duke University Press em 2012. Da sua vasta obra destaca-se: Photography, Anthropology and History, ed. with C. Morton (Aldershot: Ashgate, 2009); Photographs Objects Histories: On the Materiality of Images, ed. with Janice Hart (London: Routledge, 2004); Raw Histories: Photographs, Anthropology and Museums (Oxford: Berg, 2001), Anthropology and Photography 1860-1920 (New Haven: Yale University Press, 1992). Alguns dos temas do seu interesse: fotografia como cultura material, os seus sentidos e emoções; fotografia e imaginação histórica no Reino Unido; perspectivas trans-culturais na prática fotográfica; fotografia e história visual; relação entre fotografia e prática museológica; a história das colecções fotográficas na antropologia, e a relação entre antropologia, fotografia e história. Link
James Ryan é um geógrafo histórico e cultural. Os seus interesses de investigação giram em torno de três áreas principais: geografias do colonialismo e pós-colonialismo; fotografia, cultura visual e geografia; e a história do conhecimento e ciência geográfica. Licenciado em Geografia pela Universidade de Exeter, em 1989. Terminou o seu Doutoramento no Departamento de Geografia e História na Royal Holloway, na Universidade de Londres, em 1994. Posteriormente, foi professor e investigador nos departamentos de Geografia da Universidade de Oxford (1994-1999), Queen's University Belfast (1999-2004) e na Universidade de Leicester (2004-2007), antes de ingressar na Universidade de Exeter, na Cornualha, como Professor Associado em 2007. Recebeu financiamento para projectos de investigação de diversas instituições, incluindo a British Academy, a Leverhulme Trust e a Royal Geographical Society. Já foi convidado para falar sobre o seu trabalho em vários centros internacionais de investigação, incluindo nos Harvard University Art Museums e no Yale Center for British Art. Participou, como editor associado de Geografia, no Dictionary of Nineteenth Century British Scientists (ed. Bernard Lightman, Thoemmes Press: Bristol, 2004) e no Conselho Editorial do Journal of Victorian Culture (1999-2007). James Ryan tem uma vasta obra sobre fotografia e geografia: Photography and Exploration (London: Reaktion Books, 2013); Naylor, S., Ryan, J., New Spaces of Exploration: Geographies of Discovery in the Twentieth Century (London: IB Tauris, 2009); "Photography, Visual Revolutions and Victorian Geography" in D.N. Livingstone and C.J. Withers, eds. Geography and Revolution (Chicago: University of Chicago Press, 2005), pp. 199-238; Ryan, J.R., Schwartz, J.M, Picturing Place: Photography and the Geographical Imagination (London: IB Tauris, 2003); Picturing Empire: Photography and the Visualisation of the British Empire (London: Reaktion Books, 1997). Link
Joaquim Pais de Brito é diretor do Museu Nacional de Etnologia, Lisboa, onde tem coordenado vários projectos de investigação e comissariado exposições como Fado: Vozes e Sombras (1994), Onde Mora o Franklim? (1995), O Voo do Arado (1996), Os índios, nós (2000), Com os índios Wauja (2004), Sogobò, Máscaras e Marionetas do Mali (2004), Pinturas cantadas. Arte e performance das mulheres de Naya (2007) ou O Museu, Muitas Coisas (2013). Integra desde 2001, o Conselho Científico de vários museus europeus. Professor Associado com Agregação do Departamento de Antropologia do Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa – Instituto Universitário de Lisboa (ISCTE-IUL), aí tem lecionado as disciplinas de Etnografia Portuguesa e Questões de Etnologia Europeia, além de ter criado, e coordenar, actualmente, o Mestrado em Antropologia: Patrimónios e Identidades. A sua actividade de investigação desdobra-se pelo estudo das sociedades agro-pastoris de montanha e as suas formas de organização comunitária, a história da etnografia portuguesa, as culturas populares nas suas vertentes de oralidade e expressão ritual e festiva, e as condições teóricas da prática museológica, domínios sobre os quais publica regularmente. Como divulgador da produção etnológica referida sobre Portugal, fundou a colecção Portugal de Perto - Biblioteca de Etnografia e Antropologia. Link
Ana Cristina Martins é Investigadora do Instituto de Investigação Científica Tropical, na área da História da Ciência, em geral, e da História da Arqueologia, em particular. Doutorada em História, Mestre em Arte, Património e Restauro e Licenciada em História-variante de Arqueologia pela Universidade de Lisboa, é no Centro de Arqueologia - Uniarq - deste estabelecimento de ensino superior que desenvolve, como investigadora integrada, um projeto sobre a Arqueologia em Portugal no século XX, sendo responsável pelo Grupo de Trabalho SHIU: História da Arqueologia em Portugal. Possui várias publicações na área da História da evolução do pensamento arqueológico, museológico e patrimonial, a maioria das quais resultante de comunicações apresentadas em encontros nacionais e internacionais. Lecciona na Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias (ULHT), na qualidade de Professora Auxiliar Convidada, onde coordena os Seminários de História do Património e da Ciência. É Investigadora Colaboradora do IHC-Instituto de História Contemporânea da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, na área da História da Arqueologia. Preside, na actualidade, à Secção de Arqueologia da Sociedade de Geografia de Lisboa. Email
Catarina Mateus completou um Master of Arts in Preventive Conservation na Universidade de Northumbria, Reino Unido, em 2008. Pós-Graduada em Estudos de Fotografia, pelo IADE, em 2004, tinha já realizado um Curso de Especialização em Peritagem de Arte, na Escola Superior de Artes Decorativas da Fundação Ricardo Espírito Santo Silva em 1999. Bacharel em Conservação e Restauro na Escola Superior de Tecnologia de Tomar do Instituto Politécnico de Tomar, em 1996. Realizou um estágio profissional no Metropolitan Museum of Art, em Nova Iorque, em 2000, na conservação do espólio fotográfico Walker Evans. Trabalhou na LUPA/Luís Pavão Lda. entre 1997 e 2008 como conservadora-restauradora em espólios de fotografia de António Silva Magalhães (Câmara Municipal de Tomar/Instituto Politécnico de Tomar); no Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana; no Santuário de Fátima; e no Instituto de Investigação Científica Tropical (IICT). Formadora em workshops de Identificação, Conservação e Restauro e Conservação Preventiva em Fotografia. Atualmente é bolseira no IICT (Bolsa de Gestão de Ciência e Tecnologia, FCT), onde é conservadora de fotografia do espólio fotográfico. Email
Cosimo Chiarelli lecciona História da Fotografia na Universidade de Pisa e é, actualmente, investigador convidado na Biblioteca Nacional de França. Faz parte do Conselho de Administração da Sociedade Italiana para o Estudo da Fotografia (S.I.S.F.). Os seus principais interesses estão relacionados com a fotografia etnográfica e de viagens no século XIX e a relação entre a fotografia e as artes do espectáculo. De 1999 a 2003, como bolseiro de investigação, foi responsável pelo acervo fotográfico do Museu Nacional de Antropologia, em Florença. A sua tese de doutoramento, concluída no Instituto Universitário Europeu, em Florença, intitula-se Immagini di un mito tropicale. Rappresentazioni visive del Borneo tra grafica e fotografia [Imagens de um mito tropical. Representações visuais de Borneo entre a ilustração e a fotografia]. Entre as suas publicações veja-se: «L'archivio, la storia, la fotografia: una questione di genere?», F. Falchini, in Ritratti femminili in un secolo di fotografia (Livorno: Debatte, 2011); «Les Zoos humaines en Espagne et en Italie: entre spectacle et entreprise missionaire», com L. Delgado, D. Lozano, in AA.VV., in Zoos humains: corps exotiques, corps enfermés, corps mesurés (Paris: Edition La Découverte, 2002); «Paolo Mantegazza. Medico, Antropologo, Viaggiatore», ed. com Pasini W. (Florença: Firenze University Press, 2002). Link
Isabel Castro Henriques licenciou-se em História em 1974, na Universidade de Paris I – Panthéon-Sorbonne, onde obteve o Diplôme d’Études Approfondies (DEA), em 1985. Em 1993, doutorou-se em História de África na mesma universidade francesa, tendo igualmente obtido o Doutoramento Europeu. Professora Associada com Agregação, aposentada (desde 2009), do Departamento de História da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (FLUL), onde introduziu o ensino da História de África em 1974-1975 na Licenciatura em História. Co-fundadora da Licenciatura em Estudos Africanos da FLUL (1999), organizou e coordenou, desde a sua criação, de 1998 a 2009, o Programa de Mestrado e Doutoramento em História de África desta Universidade. Entre as funções que desempenhou ou desempenha contam-se: presidente do Centro de Estudos Africanos da FLUL e fundadora (1996) e Presidente do Comité Português do Projecto UNESCO “A Rota do Escravo”, assim como membro do Comité Científico Internacional do Projecto UNESCO. É autora de diversas publicações, entre as quais: Lugares de Memória da Escravatura e do Tráfico Negreiro – Angola-Cabo Verde-Guiné-Bissau-Moçambique-São Tomé e Príncipe (Lisboa: Comité Português do Projecto UNESCO “A Rota do Escravo”, 2013), 1ª edição 2001; (Comissária) Njinga a Mbande e Aimé Césaire: Independência e Universalidade, Exposição e Catálogo (Luanda: Ministério da Cultura de Angola, 2013); “Africans in Portuguese Society: Classification Ambiguities and Colonial Realities”, in Imperial Migrations. Colonial Communities and Diaspora in the Portuguese World, (Basingstoke: Palgrave Macmillan, 2012); A Herança Africana em Portugal – séculos XV-XX (Lisboa: Correios de Portugal, 2009); Os Pilares da Diferença. Relações Portugal-África (séculos XV-XX), (Lisboa: Caleidoscópio 2004); Território e Identidade – A Construção da Angola Colonial (Lisboa: CH-UL, 2004); São Tomé e Príncipe. A invenção de uma sociedade, (Lisboa: Vega, 2000).
Nuno Porto teve formação em antropologia social. A sua tese de doutoramento explorou a articulação entre colonialismo, ciência e cultura de museus e a forma como se fundiram no desenvolvimento do Museu do Dundo e nos seus proprietários, a Companhia de Diamantes de Angola. Entre 2006 e 2012 foi membro da Comissão para a re-abertura do Museu do Dundo, liderado pelo Ministro da Cultura de Angola. Durante esse período, desenvolveu o website do arquivo de material da Companhia de Diamantes de Angola dirigido pela Universidade de Coimbra www.diamangdigital.net. Nuno Porto leccionou temas teóricos relacionados com a antropologia social, cultura material, museologia crítica, cultura visual e estudos africanos na Universidade de Coimbra, entre 1991 e 2011. Actualmente está associado ao Departamento de Antropologia da University of British Columbia, Vancouver, Canadá, onde é desde Janeiro de 2012 Associate Director for Research. Entre 2013-2014 é Professor convidado do Programa de Pós-Graduação em Memória Social da Universidade Federal, do estado do Rio de Janeiro UNIRIO, no Brasil. Da sua vasta obra publicada destaca-se: Modes of Objectification in Colonial Domination – the case of the Dundo Museum 1940-1970 / Modos de Objectificação da Dominação Colonial – O caso do Museu do Dundo, 1940-1970 (Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 2009); "From Exhibiting to Installing Ethnography: Experiments at the Museum of Anthropology of the University of Coimbra (Portugal) 1999-2005", in Basu, Paul & Macdonald, Sharon (eds.), Exhibition Experiments (N.Y.; London: Blackwell Publishing, 2007), pp. 175-196; (co-ed. with Mary Bouquet) Science Magic and Religion, The Ritual Processes of Museum Magic, (Oxford; N.Y.: Berghahn Books, 2005); "Under the Gaze of the Ancestors – Photographs and performance in Colonial Angola", in Edwards, Elizabeth & Hart, Janice, (eds.) Photographs, Objects, Histories, (London; New York: Routledge, 2004), pp.: 113-131. Link
Investigadora bolseira do projeto Conhecimento e Visão: Fotografia no Arquivo e no Museu Colonial Português (1850-1950), financiado pela FCT, sedeado no Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa. Licenciada em História da Arte e Património pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Mestre em História da Arte, pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, defendeu a tese intitulada Sociedade Cooperativa de Gravadores Portugueses: o renascimento da gravura em Portugal. Colabora com o Sector de Conservação e Investigação do Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian, na pesquisa de conteúdos da coleção de gravura. Prepara, actualmente, no Programa PIUDHist no Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, o doutoramento sobre fotografia no contexto colonial português em Angola e Moçambique entre 1890 e 1940. Email

Fotografia no Arquivo e no Museu Colonial Português 1850 -1950